Teoria da Arquitetura I
- Detalhes
- Categoria: Disciplina
- ANDERSON, Chris, “The End of Theory: The Data Deluge Makes the Scientific Method Obsolete”, Wired June, 2008. AURELI, Pier Vittorio, “How We Became Architects”, The City as a Project, August 7, 2017. CARPO, Mario, Architecture in the Age of Printing: Orality, Writing, Typography and Printed Images in the History of Architectural Theory. Cambridge: MIT Press, 2001. COLOMINA, Beatriz, Manifesto Architecture: The Gost of Mies. Berlin: Sternberg Press, 2014. KOOLHAAS, Rem, MAU, Bruce, S,M,L,XL. New York: The Monacelli Press, 1995. LEACH, Neil, A Anestética da Arquitectura. Lisboa: Antígona , 2005 (1999). OCKMAN, Joan, “Slashed,” History/Theory. e-flux Architecture, October 27, 2017. RATTENBURY, Kester (ed.), This is Not Architecture: Media Constructions. London: Routledge, 2002. STEYERL, Hito, “In Defense of the Poor Image,” e-flux Journal 10. November, 2009. WIGLEY, Mark, “Story-Time”, Assemblage 27 (August 1995): 80-94.
- Arquitetura [ISMAT]
- 367
- 7997
- Teoria da Arquitetura I
- ISMAT367-7997
- 2
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- 0
- 12
- Não
- Português
- De acordo com o carácter reflexivo e exploratório da Unidade Curricular, os estudantes são chamados a participar em todas as aulas quer através de respostas mais diretas a perguntas concretas quer através de reflexões que emerjam da discussão em curso – daí que a presença nas aulas seja obrigatória. Far-se-á uso do discurso oral, do exercício da escrita e da fotografia, no intuito de capacitar o aluno com de instrumentos capazes de potenciar o juízo crítico e capacidade reflexiva relativamente às questões/temas debatidos ao longo do semestre. O acompanhamento dos exercícios pode ser individual ou coletiva.
- Obrigatório
- Para que a teoria da arquitetura mantenha a sua relevância, ela deve manter seu significado histórico como observação (the¿ria) e teatro (theã). Enquanto o primeiro dá a quem observa uma certa agência sobre o objeto visto, o segundo transfere a agência para os meios (ou meio) de enquadramento, performance e/ou visualização. É neste sentido que se pretende que os alunos conheçam o leque de ferramentas ao dispor dos arquitetos. Que sejam capazes de ler, compreender, analisar e interpretar textos e imagens e, por sua vez, sejam capazes de traduzir por textos e imagens uma reflexão própria sobre determinado assunto. Pretende-se, também, que consigam discutir, debater e defender a sua posição através de um discurso articulado, bem argumentado e justificado, demonstrada através de exemplos consistentes, claros e objetivos, com uma estrutura de raciocínio coerente, lógica e rigorosa.
- A UC é dividida em diferentes perguntas que procuram caracterizar e interrogar a definição e limites disciplinares. O que é teoria da arquitetura, arquitetura, arquiteto, disciplina, originalidade, história, obra, crítica, investigação, profissão, cânone e ensino serão algumas das questões orientadoras. Em simultâneo, para cada interrogação, um instrumento dissecante: teoria, tratado, desenho, discurso, ensaio, fotografia, manifesto, diagrama, projeto, narrativa e arquivo. Necessariamente, como suporte ao exercício de desmontagem, existe um conjunto de conteúdos e autores abordados. No entanto, a sua utilização, privilegiando diferentes geografias, géneros e culturas, não será tanto como conteúdo programático, mas como exemplos que comprovam ou desmentem determinadas posições, abordagens ou interpretações possíveis. Obviamente, dada a infinidade de respostas possíveis, que não se procura uma solução definitiva, ou mesmo um consenso, para cada questão.
A avaliação da Unidade Curricular é contínua, pressupondo o acompanhamento de todas as fases do desenvolvimento dos trabalhos. A classificação final é determinada pela seguinte ponderação:
Descrição
Data limite
Ponderação
Assiduidade
07-01-2026
5%
Qualidade da participação nas aulas
07-01-2026
15%
Prova 1 (interpretação de imagem)
08-10-2025
15%
Prova 2 (interpretação de texto)
15-10-2025
15%
Exercício 1 (reflexão sobre o habitar)
28-12-2025
25%
Exercício 2 (registo fotográfico)
28-12-2025
25%
Parâmetros de Avaliação dos trabalhos:
> Cumprimento dos elementos previstos e descritos no Enunciado do Exercício//Habitar;
> Qualidade, rigor e clareza na instrução e organização nos registos (documental e oral), incluindo as formas de comunicação e representação;
> Perceção dos problemas e sua caracterização, análise e interpretação;
> Densidade da argumentação, justificação e coerência das posições apresentadas;
> Pertinência, consistência e objetividade do trabalho desenvolvido.
Nos alunos em que seja aplicado o Regime Especial de Avaliação de acordo com o artigo 6º conforme Despacho Conjunto 06/25do Regulamento Geral de Avaliação do ISMAT, estes devem informar durante a primeira semana de aulas o docente para que se acorde, entre ambos, outras datas e/ou modalidades alternativas de avaliação (que podem passar por provas orais, escritas ou apresentação de trabalhos suplementares). Caso não haja lugar esta comunicação, considerar-se-á o aluno em regime de avaliação contínua, sujeito às mesmas regras daqueles que não se encontram ao abrigo deste Regime Especial.
Avaliação em Exame (época regular e especial)
A avaliação em exame será realizada através de uma prova escrita. A sua classificação rege-se de acordo com a seguinte ponderação:
Exercícios de interpretação/desmontagem: 40%
Exercícios de reflexão: 60%
Parâmetros de Avaliação da prova:
> Cumprimento dos elementos descritos no enunciado da prova;
> Qualidade, rigor e clareza na instrução e organização nos registos, incluindo as formas de comunicação e representação;
> Perceção dos problemas e sua caracterização, análise e interpretação;
> Densidade da argumentação, justificação e coerência das posições apresentadas;
> Pertinência, consistência e objetividade do trabalho desenvolvido.
Esta Unidade Curricular rege-se pelo Regulamento Geral de Avaliação do ISMAT, conforme Despacho Conjunto 06/25. De acordo com o artigo 5º, esta FUC apresenta normas específicas e complementares. Os alunos com menos de 70% de presenças serão reprovados, salvo exceções previstas no regulamento; a presença na aula será considerada quando o aluno assistir, no mínimo, a 70% do tempo da aula. Nesta Unidade Curricular, todos os exercícios devem ser desenvolvidos pelos alunos, não sendo permitido o uso de ferramentas de Inteligência Artificial e/ou Inteligência Artificial Generativa, ou outros instrumentos usados para criar texto, imagens, código informático, áudio ou outro media. O uso destas ferramentas será considerado uma violação do Regulamento de Avaliação do ISMAT e tido como uma forma de fraude, com as sanções previstas no Regulamento. O não acompanhamento dos trabalhos significa uma avaliação negativa dessa fase. Os trabalhos entregues fora do prazo não serão avaliados. As Avaliações Contínuas e as provas de Exame começarão no horário estabelecido, devendo todos os alunos inscritos estarem presentes e assinarem a pauta. Haverá 15 minutos de tolerância, findos os quais a avaliação começará avaliando só os alunos presentes. O Enunciado do Exercício//Habitar complementa os conteúdos da FUC.
- Semestral
- Em termos etimológicos, teoria, do grego the¿ria ou the¿ros, significa olhar para, ver, contemplar, mas também, considerar, especular. É um ponto de vista, uma perspetiva sobre as coisas, a sua descrição e, claro, uma tentativa de as compreender, de lhes dar um sentido. Em termos gerais, teoria pode ser definida como modo de ver, compreender, explicar e clarificar eventos ou objetos. Teoria é também um modo de questionar pressupostos, as realidades presentes e o modo como o discurso se forma e mantém. Tem como tarefa dar sentido ao mundo e formar narrativas inteligíveis, orientando do particular para o universal através da abstração. É através da articulação entre o abstrato e o concreto, que faz com que a teoria tenha a capacidade de agir, em contraste, por exemplo, com a filosofia. É esta a capacidade que permite à teoria ser um instrumento de intervenção, e de mudança, num mundo em rápida transformação. Teoria é uma forma de pensamento e de ação.